O que não é permitido um Psicólogo fazer quando anuncia na internet

Nesse artigo você vai descobrir o que o Conselho Federal de Psicologia autoriza os Psicólogos a fazerem quando anuncia seus serviços na internet segundo suas resoluções.

São referidos e consultados os documentos no texto:

Resumo das coisas que um Psicólogo pode e não pode fazer para quem não quer ler o artigo inteiro:

O que um Psicólogo não pode fazer quando está divulgando seu trabalho:

  • Utilizar o preço do serviço como forma de propaganda
  • Fazer previsão taxativa de resultados
  • Divulgar qualificações que ele não tem
  • Ofertar atividades que não realiza
  • Se promover em detrimento de outros profissionais
  • Participar de meios de comunicação com a única intenção de se auto promover
  • Divulgar, ensinar, ceder, emprestar e muito menos vender a leigos instrumentos que permitam ou facilitem o exercício ilegal da profissão
  • Divulgar recursos, atividades e qualificações que se referem à práticas e técnicas não reconhecidas ou regulamentadas pela profissão
  • Propaganda enganosa
  • Induzir convicções políticas, religiosas, morais ou filosóficas
  • Se acumpliciar de organizações relacionadas ao exercício ilegal da profissão
  • Receber, pagar remuneração ou porcentagem por encaminhamento de serviços
  • Expor pessoas ou organizações quanto à diagnósticos, prodecimentos e afins realizados nos meios de divulgação do trabalho

O que um psicólogo deve fazer quando está divulgando seu trabalho:

  • Informar nome completo
  • Informar CRP
  • Considerar como produto os testes psicológicos, inventários e outros materiais
  • Anexar ficha técnica no oferecimento de produtos
  • Considerar como serviço atividades prestadas a uma ou mais pessoas e organizações
  • Oferecer condições adequadas para o atendimento e prestá-lo segundo a declaração universal dos direitos humanos

É preciso seguir as normas?

É de suma importância seguir e ter conhecimento das normas referidas aqui porque não segui-las pode implicar na cassação do seu direito de exercer a profissão.

O próprio código de ética profissional do psicólogo deixa bem claro no seu artigo primeiro a obrigatoriedade de conhecer e fazer conhecer o código, assim como esse caráter de dever é lembrado em outros textos legais.

Também é bem claro que é falta ética ser conivente com descumprimentos de colegas diante das disposições legais. Isto é, também é errado não auxiliar o colega à conhecer o que ele pode ou não pode fazer, sempre se baseando nos documentos oficiais, como o código de ética profissional.

Do não cumprimento das medidas corretas, apesar de ter chegado à conhece-las é dever do profissional denunciar aos órgãos competentes.

Ponto polêmico: você pode induzir alguém a contratar seu serviço?

Atenção, esse trecho é interpretativo e se refere a visão do autor

No item “i” do artigo segundo do código de ética profissional do psicólogo é vedado: “Induzir qualquer pessoa ou organização a recorrer a seus serviços”.

Cabe aqui fazer o questionamento do que seria induzir alguém a recorrer ao seu serviço.

Provavelmente o parágrafo se refere à práticas nas quais a pessoa possa ver como única solução o recorrimento aos seus serviços; sendo você alguém que deliberada e intencionalmente a levou para essa situação. Embora não esteja claro o suficiente, guardando outros possíveis sentidos.

A pergunta que me surge, e não nego que tem como horizonte a minha linha teórica, seria: “É possível alguém que consuma um produto ou serviço o fazê-lo sem ter sido induzida à isso?”

Quer dizer, nós estamos imersos em um ambiente, e principalmente sensíveis e suscetíveis a ele, que a todo instante está nos induzindo a fazer uma coisa ou outra. Nada do que fazemos é imune da relação com as coisas que acontecem ao nosso redor, antes, durante e depois das nossas ações.

Portanto, será que o disposto desautoriza então a indução por parte do próprio profissional? Não há problema se ele é induzido por outrem, o problema é se ele é induzido pelo profissional?

Daqui decorrem dois problemas.

  1. Outras pessoas também podem ser tão ou mais coercitivas nas suas ações para levar alguém a consumir o seu serviço, porém levando o item no seu sentido literal, isso não ocasionaria problemas à você. Isso abre margem para uma miríade de possibilidades das mais nefastas, como aquelas que utilizam instrumentos religiosos, para levar pessoas ao consultório.
  2. Se fica vedado induzir alguém a contratar seu serviço e levando em consideração que tudo que fazemos é produto de induções das mais variadas, fica então vedado ao profissional de psicologia realizar qualquer atividade que torne mais provável tornar uma pessoa comum em um paciente? Assim, ficaria então vedado qualquer tipo de interação do profissional com seu futuro paciente até que ele se torne um paciente, como tal. Pior, como ficaria então a própria divulgação do trabalho do psicólogo se ele não pode alterar a chance de alguém vir a se tornar seu paciente?

Aqui entra minha opinião de uma forma mais clara. Na minha interpretação, só é vedado ao profissional levar a pessoa a se tornar seu paciente se ele usar métodos ou coercitivos ou que tem como fim única e exclusivamente ganhos próprios. Coloco “coercitivos” junto da partícula adversativa “ou” porque como bem nos lembra Skinner em Beyond Freedom and Dignity, uma das formas mais perigosas de controle é o controle por esquemas de reforçamento positivo.

Artigo 20: O artigo mais importante do Código de Ética para quem psicólogos que divulgam seu trabalho

No artigo 20 do código de ética se lê: “O psicólogo, ao promover publicamente seus serviços, por quaisquer meios, individual ou coletivamente:

  • a) Informará o seu nome completo, o CRP e seu número de registro;
  • b) Fará referência apenas a títulos ou qualificações profissionais que possua;
  • c) Divulgará somente qualificações, atividades e recursos relativos a técnicas e práticas que estejam reconhecidas ou regulamentadas pela profissão;
  • d) Não utilizará o preço do serviço como forma de propaganda;
  • e) Não fará previsão taxativa de resultados;
  • f) Não fará auto-promoção em detrimento de outros profissionais;
  • g) Não proporá atividades que sejam atribuições privativas de outras categorias profissionais;
  • h) Não fará divulgação sensacionalista das atividades profissionais.”

É o artigo que contém o maior número de referências para quem precisa de um norte para exercer sua divulgação.

Agora que eu sei o que eu posso e não posso fazer, como eu divulgo meu trabalho?

Preparamos um artigo para você sobre como anunciar seu serviço de Psicologia na internet like a pro!

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